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domingo, 3 de março de 2013

Síndrome do pânico

14:51 Por

Síndrome do pânico
A Síndrome do pânico é também conhecida por Transtorno do pânico ou simplesmente Pânico e trata-se de um transtorno de ansiedade. O portador desta síndrome é basicamente um ansioso e como todo ansioso tenta controlar avidamente aspectos do seu dia a dia como por exemplo o transito congestionado, a multidão de pessoas no shopping, o medo de estar só em casa, o aspecto fechado do cinema ou do transporte publico como metrô ou ônibus entre outros, mas sente-se impotente diante do mal estar repentino e quase sem explicação que lhe faz sofrer com taquicardia, suor frio, dor de barriga, ânsia de vômito ou falta de ar (um ou mais destes sintomas).
O sentimento fundamental da síndrome do pânico é o medo. Medo de passar mal, medo de não receber socorro, medo de não ter recursos que atendam suas necessidades naquele momento no qual passa muito mal.
O comportamento mais comum no momento da crise é correr para conseguir ajuda, a pessoa procura outros que possam socorrê-lo ou até mesmo um pronto socorro – pois a sensação é de um verdadeiro ataque cardíaco, mas o médico sempre diz que “não tem nada”.
O comportamento mais comum depois da crise é evitar que estas crises possam ocorrer novamente, e para isso evita retornar a lugares parecidos com o que estava no momento da crise. Se teve a crise em casa tentará evitar ficar em casa sozinho, se teve a crise na estrada tentará evitar estradas, se passou mal em um túnel fará pesquisa sobre novos caminhos para que não precise passar por túneis. A isto se dá o nome de agorafobia – medo de lugares específicos.
Outra forma de tentar evitar crises é amparar-se em “muletas emocionais” como garrafas d’água das quais se tornam inseparáveis, medidores de pressão, ou outros.
Sintomas da síndrome do pânico
As principais sensações da síndrome do pânico são:
- Falta de ar ou sensação de abafamento
– Tontura ou sensação de desmaio
– Aceleração dos batimentos cardíacos
– Tremor
–Suor
– Asfixia , sensação de sufocar
– Estomago revirado
– Náuseas ou sensação de que vai vomitar
– Se sentir irreal ou despersonalizado, sentir que você não é você
– Formigamentos
– Medo de morrer
– Dor no peito
– Medo de enlouquecer
– Medo de fazer algo fora de controle
- Outros (caso tenha dúvida quanto aos seus sintomas entre no fale comigo e faça sua pergunta).
Não são todos portadores de síndrome do pânico que padecem com todos os sintomas, normalmente as pessoas tem apenas dois ou mais estes sintoma.
Algumas pessoas não saem de casa, deixam de trabalhar, de estudar ou estar com amigos por medo destes sintomas.
A palavra pânico significa medo muito intenso. A pessoa tem medo, mas não sabe do que, normalmente os sintomas ocorrem em lugares inesperados, como na rua, na sua própria casa, no shopping, mercado, cinema, estrada, etc.
Como a síndrome do pânico aparece na vida das pessoas
Exemplos:
- Maria estava fazendo compras, quando estava no caixa para pagar e sair começou a passar mal, o coração acelerava, parecia que ia sair pela boca, ela tremia, nem conseguia pegar o dinheiro na bolsa. Depois disso ficou com medo de sair de casa sozinha, e até hoje precisa de alguém para sair com ela.
- João estava viajando a negócios quando começou a passar mal no trem, deu uma ânsia de vomito muito forte. Depois disso ele teve que desistir deste emprego e aceitar outro que mesmo pagando bem menos não tinha que andar de trem.
- Pedro estava de férias, caminhando na praia, de repente começou a suar frio, deu dor de barriga, ele só queria sair correndo dali e com isso interrompeu as tão esperadas férias.
Não há duas pessoas que descrevam seus ataques de pânico da mesma maneira. Para uns são palpitações, parece que estão tendo um ataque do coração, outros, sentem tontura, parece que vão desmaiar, outros sentem enjôo e ficam com medo de vomitar na rua, outros tem falta de ar, outros precisar correr para o banheiro. O que todos têm em comum é que suas vidas mudaram depois desse primeiro episódio de pânico. Essa crise fez essas pessoas se voltarem para dentro delas mesmas, ao invés de continuarem no mundo. Isso desgastou seus relacionamentos, e virou uma fonte diária de pavor.
Como as pessoas lidam com a síndrome do pânico
Normalmente a pessoa vai para o médico. O médico diz que está tudo bem. Mas como está tudo bem se ele está passando mal toda hora? Alguns médicos conseguem identificar que se trata de uma questão psicológica e o encaminham para psicoterapia. .
Este texto é dirigido a dois tipos de pessoas: Para aquelas que têm síndrome do pânico, mas ainda não sabia direito o que é isso e nem que tinha tratamento, e para os amigos ou familiares de quem tem pânico e que querem que seus amigos tenham assistência correta.
Quem está por perto também sofre, e muito, pois sofre as conseqüências de conviver com alguém que mudou totalmente sua alegria de viver depois dos episódios de pânico. .
A compreensão inicia o processo de superação. A primeira coisa a se saber sobre o pânico é que, aparentemente, vem do nada. Um dia normal, com os problemas comuns do dia a dia e de repente, uma crise de pânico, depois você descobre que é o começo de um longo período de mudanças.
O nome que cada um dá é diferente, uns chamam de colapso, outros de crise, outros não dão nome nenhum, somente sabem que passaram muito mal, do nada, e agora estão sempre com a expectativa da coisa acontecer de novo.
O primeiro ataque costuma ser sem aviso, não há aparentemente nenhuma boa razão.
Padrões da síndrome do pânico
1º - Local = As pessoas acham que o pânico vai acontecer quando estiverem em certos lugares específicos, como por exemplo, no cinema, no mercado, na igreja, no centro, no ônibus, etc, e é só saírem desses lugares para que se sintam melhores imediatamente.
2º - Situação = As pessoas entram em pânico em situações específicas, como por exemplo não ver a porta de saída do local, ou estar sozinha em algum ambiente.
3º - Sensações = Sentir calor, tontura, sentir o coração bater mais rápido pode fazer a pessoa entrar em pânico. As pessoas passam evitar lugares com as janelas fechadas para não suarem, porque suar passa a ser um estimulo aversivo, ou passam a carregar um garrafa de água o tempo todo.
4 º - Antecipação = A pessoa sofre muito mais na espera do que quando a coisa finalmente acontece. O medo do que está por acontecer é muito pior do que quando a coisa finalmente acontece.
5º - Ações = A pessoa entra em pânico simplesmente por realizar certas coisas como ver TV, discutir com alguém, etc. É por isso que o portador de síndrome do pânico limita ações e realizações de forma geral em sua vida.
6º - Dormir = Alguns tem pânico só por dormir, isso mesmo, ele tem sensações de queda, ou sente seu próprio coração bater, isso seria normal, mas ele se assusta e entra em pânico.
Diferença entre síndrome do pânico e fobia
Fobia é quando a pessoa se apavora diante de um estímulo específico, para alguns pode ser pombos, pra outro altura. A síndrome do pânico não se refere ao medo de algo que está fora, é o medo de sentimentos e sensações internas.
Síndrome do pânico mudas as pessoas?
A vida de uma pessoa pode ser dividida entre antes e depois da síndrome pânico .Você já viu na TV uma cidade depois de um furacão, pois é, é assim que fica a pessoa que passou por um episódio de pânico, mesmo depois que a coisa já tenha passado ele ainda reage, e reage por muito tempo.
As reações típicas são:
1º Medo - A Pessoa fica muito mais temerosa de ter outros atraques. E fica com medo do que pode acontecer no próximo ataque.
2ª Auto observação – A pessoa desenvolve um foco interior. Para de observar o que se passa em volta dela e só observa o que se passa internamente. O problemas é que nossos corpos mudam o tempo todo, ora você sente frio, ora calor, ora bate o coração mais rápido. E o problema é que quem já teve um episódio de pânico tudo isso passa a significar perigo. O resultado desse foco é procurar nela mesma os sentimentos que menos gosta e, quem procura acha. Aí ela fica muito sensível a mínima quantidade desse sentimento, ou seja, se no primeiro episódio de pânico ela teve falta de ar, pro resto da vida fica se observando e tentando identificar se está lhe faltando ar, e se aparecer qualquer sensação que pareça falta de ar, ela vai acabar passando mal, sem perceber que foi ela mesma que intensificou essa sensação. Ou seja, o medo do pânico pode efetivamente criar novas crises de pânico.
3ª Evitação - Não se atreve a ir ao lugar que acha que vai lhe dar pânico, não vai mais ao cinema, na casa da sogra, ou não sai mais de casa. Aí as pessoas começam a fazer as coisas mais loucas pra conseguirem enfrentar o pânico, como por exemplo: Beber algo alcoólico antes de realizar algo difícil, ou só sai de casa com alguém ao lado, usam óculos escuro, só andam ao colado nas paredes com medo de perder o equilíbrio, ou só param perto de portas e saídas, etc. Ou seja, inventa talismãs, cria hábitos esquisitos que atrapalham mais ainda a vida. E querem ver como a coisa é estranha, soube de um homem que só saia de casa com seu tranqüilizante no bolso, aí ia tudo bem, mas nunca usava o comprimido, só por saber que ele estava ali ele se sentia bem, uma dia ele lembrou que deixou o remédio no bolso do outro casaco e pronto, outro episódio pânico surgiu. Tudo isso parece ajudar, beber água, abrir a janela, correr pra dentro de casa, mas não ajuda porque tumultua a vida da pessoa, diminui a qualidade de vida, e não possibilita que as pessoas aprendam a lidar com o pânico.
O que é um ataque de pânico?
É um mecanismo de defesa que se desregulou. Veja bem, nosso corpo é uma maquina maravilhosa, fomos desenhados pra nos proteger de perigos, se você tomar água pela via errada a água entrará pela traquéia você vai tossir automaticamente, não precisa pensar “ Vou expelir essa água”. Se você comer uma comida estragada vai vomitar, não é agradável, mas é uma forma do seu corpo se livrar de algo ruim. O nosso corpo é uma maquina de proteção que trabalha por nós.
O medo é um tipo de reação automática de proteção. Se você está numa rua escura e vê um pit bul, o seu corpo vai reagir automaticamente, a adrenalina é injetada na corrente sanguinea imediatamente, o coração dispara, você começa a suar, e sai correndo. Essa é uma reação de medo, e existe pra te salvar do perigo. Esses sentimentos não te incomodam porque você sabe exatamente porque você os está sentindo.
Essas mesmas reações de medo estão no centro de um ataque de pânico. As sensações de medo e pânico são exatamente as mesmas, o coração acelera, aumenta a respiração, você fica ofegante, fica supersensível, se o telefone tocar dá um pulo, treme, a boca fica seca, você tem dificuldade em falar, perde a concentração, nem sabe mais onde está e fazendo o que, dá vontade de ir no banheiro, durante o pânico vem um monte de pensamento intrusivo e horrível. Mas lembre-se de que nem todas as pessoas tem as mesmas reações, há um grupo de sintomas típicos como mencionado acima, mas alguns só passam por alguns sintomas.
Medo de que?
No ataque de pânico não há explicação objetiva pra pessoa sentir tudo isso, não tem um pit bul ameaçando. Como a gente diz em psicologia, não há um fator desencadeante. É por isso que as pessoas que passam por uma crise de pânico ficam totalmente confusas. Elas não encontram ma razão para de repente sentir esse mal estar. E é ai que começam a pensar que é um ataque do coração, que terá um tumor cerebral, que está tendo um colapso mental, que vai perder o controle de si mesma a qualquer momento. O que acontece é que em um ataque de pânico a reação normal de medo foi desencadeada por acidente. O medo que seria uma proteção ao corpo, quando disparado em hora errado provoca toda essa sensação horrível, e o pior... pode durar anos, já tratei pessoas que estavam com pânico há 10, 20 anos. Mas a boa noticia é que já existe um protocolo terapêutico muito eficiente. A Terapia Cognitiva comportamental estabeleceu técnicas excelentes para a superação dos sintomas.
Mitos sobre o pânico
As pessoas imaginam perigos diferentes durante um pânico. Um exemplo: Uma pessoa está no metrô. O vagão está lotando cada vez mais. Uma hora ela sente uma coisa metálica apontando nas suas costas. Pronto, nessa hora ele lembra que ouviu falar dos assaltos que estão tendo no metrô. Ela tem certeza de que vai ser assaltada. Fica apavorada. Até olhar pra trás e ver uma velhinha com seu guarda chuva distraidamente pegando nas suas costas. O pânico é exatamente isso. Assustador, terrível, apavorante quando a pessoa não sabe o que é. E o primeiro passo pra você vencer isso é conhecendo mais sobre essa síndrome.
Sim, Passar por episódios de pânico é aterrador, os sentimentos são fortíssimo e aparecem sem qualquer razão, e você acaba achando que tem que fazer qualquer coisa pra se livrar disso. E ai pode estar o perigo , porque muitas vezes é exatamente a forma que você acredita que vai te livrar do pânico que fortalecer o problema mais ainda.
Mitos sobre a síndrome do pânico
Mito n° 1 – " Isso nunca vai acabar". Durante a crise a sensação é que a coisa vai não vai terminar nunca, mas as crises sempre são passageiras. O problemas é que elas voltam. Mas cada episódio tem duração de tempo limitada. .
Mito n° 2 = “ É o meu coração” . Eu sei que a sensação, pra muitos é de que estão tendo um ataque cardíaco. Mas não é.
Mito n° 3 = “ Vou morrer ”. Não há um só caso na literatura cientifica de alguém que tenha morrido de pânico. O que acontece é que o pânico, como outro esforço qualquer pode desencadear um problema orgânico pré-existente, se a pessoa tem um histórico de insuficiência cardíaca, ou asma severa, um ataque de pânico vai desencadear esse problema.
Mito n° 4 = “ Vou desmaiar ”. Como algumas pessoas sentem a visão nublada, tontura, náusea, passam a ter certeza de que vão desmaiar. Mas isso dificilmente acontece, a única exceção são os casos de pessoas que são muito ansiosas com qualquer coisa relacionada a questões éicas, como hospital, injeção, sangue. A pressão sanguínea aumenta e pode haver um desmaio.
Mito nº 5 “ Vou ter um derrame”. Não vai , mesmo que pareça muito que vai.
Mito n° 6 = Vou ficar paralítico, ou cego”. Muitas pessoas tem a visão muito turva durante um ataque de pânico ou trava as pernas. Mas não significa dano permanente.
Mito n° 7 = “ Vou asfixiar”. Tive uma paciente que corria pro pronto socorro uma vez por semana achando que não estava respirando. O medico olhava pra ela e dizia "estou vendo você respirar". Na hora do sufoco a impressão é de que o ar não entra.
Mito n° 8 = “ Não consigo engolir ”.Na reação de medo o corpo produz pouca saliva, que seca a boca e dá a impressão de que não dá mais pra engolir, o que não é verdade.
Mito n° 9 = “ Vou ficar louco ”.Como a pessoa tem a sensação de que perdeu o controle da vida, do seu corpo, parece que vai enlouquecer, mas isso não é loucura. Garanto. Mas na hora as pessoas acham que seu descontrole pode fazer com que elas até machuquem alguém. Aparecem pensamentos horríveis. Tem gente que não consegue ficar dentro de casa, tem que sair pra rua, ir pra casa de alguém. Outros sentem que não vão ter controle sobre seu corpo, que não vai dar tempo de achar um banheiro, que vai vomitar na rua e passar o maior vexame.
O que causa a síndrome do pânico?
Mesmo que aparentemente não haja nenhuma ligação obvia do pânico com as coisas que estão acontecendo na vida da pessoa, sempre tem uma ligação com acontecimentos passados. Por isso é importante lembrar quando foi o primeiro episódio. E ainda assim percebemos que não tinha nada de muito diferente acontecendo naquele dia, naquela semana. Um pouco de estress, mas nada que fosse diferente do resto da sua vida, um pouco de preocupação, mas quem não tem? Aí o pânico vai se repetindo, outros episódios vão acontecendo. Mas se você olhar só para o que acontecia na sua vida nesses dias você não vai achar a causa, tem que olhar mais para trás, porque o pânico não aparece tão imediatamente após o evento traumático que o provocou, demora meses ou anos.
Estudos, e a minha prática na clinica, mostram que meses antes do primeiro episódio de pânico ela passou por algum estress muito forte, ou situação traumática. As situações mais comuns costumam ser: Morte ou doença de marido, esposa, parente, amigo, etc. Doença ou cirurgia no companheiro, Problemas no casamento , separação, companheiro muito violento, ou muito crítico, descoberta de uma amante na vida do outro, ou divorcio. Filhos , ter um bebê, perder um bebê, passar por um aborto, acidente com filhos, ou a pressão de cuidar dos filhos. Família , ter de cuidar de pais idosos, intromissão dos pais na sua vida. Mudanças na vida como sair de casa, começar um novo emprego, mudar de bairro, começar a faculdade. Ou você mesmo que ficou doente, ou sofreu um acidente. No trabalho pode ter sido o estress, as cobranças, prazos impossíveis de cumprir. Preocupações com dinheiro , fracasso nos negócios. Uso de drogas , já vi caso de pânico que começou devido ao uso de maconha. Outras situações que também podem ter dado inicio à síndrome do pânico pode ser: Afastar-se dos amigos, estar preso em um casamento infeliz, ou ter que viver com sogros, ser controlado por outra pessoa, marido, chefe, pais etc.
Se o pânico não aparece na hora em que qualquer uma desses agentes estressores aconteceram, porque aparecer depois?
Esses estresses vão diminuindo a resistência da pessoa pouco a pouco. Um pouco de stress todo mundo consegue suportar, na realidade a gente gostaria de suportar mais do que realmente suporta, aí fica fingindo pra si mesma de que está tudo bem, que agüenta, dá pra segurar, mas não está dando nada, e quando cai a ultima gota d’água, o copo transborda.
O que as pessoas estranham é que o primeiro episódio de pânico pode acontecer nas férias, aparentemente tudo bem, e lá vem aquele mal estar repentino que parece loucura, totalmente sem sentido. Mas foi justamente esse período de relaxamento o facilitados para aquele estresse acumulado mostrar que não estava de fato resolvido.
Gatilhos para os sintomas da síndrome do pânico
Uma característica é o gatilho, ou seja, a pessoa vai segurando até o gatilho explodir. Exemplo, caso de um rapaz que ajudou a família a vida toda, mas era magoado por essa família, até a herança dele conseguiram dar um jeito para que não recebesse. O gatilho para o pânico acabou sendo um fusível que queimou. Como ele sentia que não podia explodir com a família explodiu com o coitado do fusível.
Conseqüências da primeira crise de pânico
Depois do primeiro episódio a pessoa fica hipersensível a qualquer sensação que lembre o pânico. Fica eternamente vigiando se o coração está bem, se ele ai disparar, se está dando ânsia de vomito, se o estomago está se mexendo, se os olhos estão ficando turvos, e por aí vai, cada um tem seu sintoma, como disse não é todo mundo que tem todos, a maioria tem um só destes sintomas. Aí a pessoa quer escapar a todo custo dessas sensações que são muito ruins, é uma tortura passar por isso, e o que ela faz? começa a evitar tudo o que ela acha que pode começar uma crise de pânico, se ela acha que é andar de ônibus que a faz ter pânico, ela passa a nunca mais andar de ônibus, se ela acha que é ficar fora de casa que a faz passar mal, ela não sai mais de casa, se ela acha que é ficar sozinha, ela procura gente pra ficar com ela 24h por dia. Se ela acha que é o cinema que dá pânico ela deixa de ir ao cinema. E ai a pessoa muda todo o estilo de vida dela. E o pior ela não gosta dessa pessoa na qual ela se transformou. Ela odeia essa pessoa que vê no espelho. A pessoa que passa por essa crise sempre diz: “não dá pra entender porque isso acontece comigo”.
Os sintomas surgem abruptamente: ritmo cardíaco acelerado, suor frio, tremores, falta de ar, aperto na garganta, sensação de sufocamento, dor no peito, náusea, tontura, dor de barriga, medo de perder o controle ou enlouquecer, medo de morrer, formigamentos, calafrios ou onda de calor, sensação de que vai desmaiar, desrealização e despersonalização, que é a sensação de estar ali, mas ao mesmo tempo não estar
Dá para entender como o pânico começou?
Quando a pessoa tem a primeira crise de pânico, esse mal estar repentino que vem do nada, ela não associa com coisas que aconteceram há meses atrás, ela acha que esses sintomas são sinais de que ela vai morrer, de que vai perder o controle, que vai ter um ataque do coração, ou simplesmente que vai passar um vexame muito grande passando mal na rua, aparentemente à toa.
Você deve estar pensando, então a solução é tratar essa causa subjacentes original. Mas algumas pessoas já superaram essa causa subjacente, essa causa inicial, mas ainda assim os sintomas aparecem. Nesse caso a gente só trabalha os sintomas atuais, porque não é porque superou a causa inicial que o pânico desaparece, ele pode continuar, o que deixa a pessoa mais confusa ainda, mais sem entender o porque dessas crises que se repetem eternamente. E aí entra o medo do medo, o medo de continuar a ter crises.
Só que não dá pra descobrir essas causas sozinho, sem ajuda de um terapeuta, porque como a causa não está ligada temporalmente ao ataque de pânico fica difícil entender a associação, ou então muitas vezes a causa não parece importante o suficiente, por exemplo a pessoa diz, só porque eu me separei não tem lógica me dar pânico meses depois, muita gente se separa e não tem nada disso. Sim, mas você não é essa gente, pode ser que no seu caso tenha isso mesmo que iniciou o processo. Ou essas causas podem ser muito dolorosas pra você pensar nelas sozinha, e aí você simplesmente bloqueia, tira da memória. Ou então a pessoa não aceita que fatos da vida podem ter conseqüências tão graves como esses sintomas que ela tem, e considera que só pode ser uma doença física, por mais que seu médico lhe diga que fisicamente está bem ela ainda está achando que tem um problema orgânico.
As pessoas empurram as coisas desagradáveis pro fundo das suas mentes
É um mecanismo de defesa. O problema é que colocar as coisas debaixo do tapete não faz essas coisas irem embora, mas elas ficam ali, e explodem quando você menos espera. Ou como eu sempre digo, de tanto empurrar a sujeira pra debaixo do tapete, chega uma hora que você tropeça nesse calombo que se formou no piso.
Como acabar com o a síndrome do pânico
A primeira coisa pra se conseguir isso é entender o que é o pânico:
- Um ataque de pânico é uma reação de medo, que seria normal, se não aparece em situações onde não há perigo real.
– Quem está passando por aquele mal estar todo pensa que está tendo um problema orgânico muito sério, quando a verdade é que está passando por questões emocionais muito fortes.
– As pessoas que tem crises de pânico não conseguem fazem a relação entre essas crises e os problemas que já teve em outros períodos.
– Não entendendo a causa real, as pessoas passam a ter muito medo de passar por novas crises.
– Esse medo transforma a vida da pessoa, ela fica supersensível a qualquer coisa que pareça começar a crise e fica tentando descobrir formas de neutralizar esses sintomas, como deixar de fazer coisas, de sair de casa, tomar água só para se acalmar, ou ingerir álcool para conseguir enfrentar, essas tentativas só pioram o problema.
Tem tratamento para síndrome do pânico?
Sim. Tem tratamento e não costuma ser muito demorado. A Terapia Cognitiva Comportamental desenvolveu todo um conjunto de técnicas que dão resultados maravilhosos na superação destes sintomas.
Uma terapia completa irá tanto eliminar os sintomas como entender o que iniciou todo esse quadro para que não haja o risco de substituição de sintomas, ou seja, você elimina a síndrome de pânico mas não substitui por outros quadros ansiosos.
Não deixe de procurar um psicólogo. Saiba que o preço que você está pagando por não conseguir realizar sua vida por completo é caro demais.
A Síndrome do pânico é também conhecida por Transtorno do pânico ou simplesmente Pânico e trata-se de um transtorno de ansiedade. O portador desta síndrome é basicamente um ansioso e como todo ansioso tenta controlar avidamente aspectos do seu dia a dia como por exemplo o transito congestionado, a multidão de pessoas no shopping, o medo de estar só em casa, o aspecto fechado do cinema ou do transporte publico como metrô ou ônibus entre outros, mas sente-se impotente diante do mal estar repentino e quase sem explicação que lhe faz sofrer com taquicardia, suor frio, dor de barriga, ânsia de vômito ou falta de ar (um ou mais destes sintomas).
 
O sentimento fundamental da síndrome do pânico é o medo. Medo de passar mal, medo de não receber socorro, medo de não ter recursos que atendam suas necessidades naquele momento no qual passa muito mal.
 
O comportamento mais comum no momento da crise é correr para conseguir ajuda, a pessoa procura outros que possam socorrê-lo ou até mesmo um pronto socorro – pois a sensação é de um verdadeiro ataque cardíaco, mas o médico sempre diz que “não tem nada”.
 
O comportamento mais comum depois da crise é evitar que estas crises possam ocorrer novamente, e para isso evita retornar a lugares parecidos com o que estava no momento da crise. Se teve a crise em casa tentará evitar ficar em casa sozinho, se teve a crise na estrada tentará evitar estradas, se passou mal em um túnel fará pesquisa sobre novos caminhos para que não precise passar por túneis. A isto se dá o nome de agorafobia – medo de lugares específicos.
 
Outra forma de tentar evitar crises é amparar-se em “muletas emocionais” como garrafas d’água das quais se tornam inseparáveis, medidores de pressão, ou outros.

Sintomas da síndrome do pânico

As principais sensações da síndrome do pânico são:
- Falta de ar ou sensação de abafamento
– Tontura ou sensação de desmaio
– Aceleração dos batimentos cardíacos
– Tremor
–Suor
– Asfixia , sensação de sufocar
– Estomago revirado
– Náuseas ou sensação de que vai vomitar
– Se sentir irreal ou despersonalizado, sentir que você não é você
– Formigamentos
– Medo de morrer
– Dor no peito
– Medo de enlouquecer
– Medo de fazer algo fora de controle
- Outros (caso tenha dúvida quanto aos seus sintomas entre no fale comigo e faça sua pergunta).
Não são todos portadores de síndrome do pânico que padecem com todos os sintomas, normalmente as pessoas tem apenas dois ou mais estes sintoma.
Algumas pessoas não saem de casa, deixam de trabalhar, de estudar ou estar com amigos por medo destes sintomas.
A palavra pânico significa medo muito intenso. A pessoa tem medo, mas não sabe do que, normalmente os sintomas ocorrem em lugares inesperados, como na rua, na sua própria casa, no shopping, mercado, cinema, estrada, etc.

Como a síndrome do pânico aparece na vida das pessoas

Exemplos:
- Maria estava fazendo compras, quando estava no caixa para pagar e sair começou a passar mal, o coração acelerava, parecia que ia sair pela boca, ela tremia, nem conseguia pegar o dinheiro na bolsa. Depois disso ficou com medo de sair de casa sozinha, e até hoje precisa de alguém para sair com ela.
- João estava viajando a negócios quando começou a passar mal no trem, deu uma ânsia de vomito muito forte. Depois disso ele teve que desistir deste emprego e aceitar outro que mesmo pagando bem menos não tinha que andar de trem.
- Pedro estava de férias, caminhando na praia, de repente começou a suar frio, deu dor de barriga, ele só queria sair correndo dali e com isso interrompeu as tão esperadas férias.
Não há duas pessoas que descrevam seus ataques de pânico da mesma maneira. Para uns são palpitações, parece que estão tendo um ataque do coração, outros, sentem tontura, parece que vão desmaiar, outros sentem enjôo e ficam com medo de vomitar na rua, outros tem falta de ar, outros precisar correr para o banheiro. O que todos têm em comum é que suas vidas mudaram depois desse primeiro episódio de pânico. Essa crise fez essas pessoas se voltarem para dentro delas mesmas, ao invés de continuarem no mundo. Isso desgastou seus relacionamentos, e virou uma fonte diária de pavor.

Como as pessoas lidam com a síndrome do pânico

Normalmente a pessoa vai para o médico. O médico diz que está tudo bem. Mas como está tudo bem se ele está passando mal toda hora? Alguns médicos conseguem identificar que se trata de uma questão psicológica e o encaminham para psicoterapia. .
Este texto é dirigido a dois tipos de pessoas: Para aquelas que têm síndrome do pânico, mas ainda não sabia direito o que é isso e nem que tinha tratamento, e para os amigos ou familiares de quem tem pânico e que querem que seus amigos tenham assistência correta.
Quem está por perto também sofre, e muito, pois sofre as conseqüências de conviver com alguém que mudou totalmente sua alegria de viver depois dos episódios de pânico. .
A compreensão inicia o processo de superação. A primeira coisa a se saber sobre o pânico é que, aparentemente, vem do nada. Um dia normal, com os problemas comuns do dia a dia e de repente, uma crise de pânico, depois você descobre que é o começo de um longo período de mudanças.
O nome que cada um dá é diferente, uns chamam de colapso, outros de crise, outros não dão nome nenhum, somente sabem que passaram muito mal, do nada, e agora estão sempre com a expectativa da coisa acontecer de novo.
O primeiro ataque costuma ser sem aviso, não há aparentemente nenhuma boa razão.

Padrões da síndrome do pânico

1º - Local = As pessoas acham que o pânico vai acontecer quando estiverem em certos lugares específicos, como por exemplo, no cinema, no mercado, na igreja, no centro, no ônibus, etc, e é só saírem desses lugares para que se sintam melhores imediatamente.
 
2º - Situação = As pessoas entram em pânico em situações específicas, como por exemplo não ver a porta de saída do local, ou estar sozinha em algum ambiente.
 
3º - Sensações = Sentir calor, tontura, sentir o coração bater mais rápido pode fazer a pessoa entrar em pânico. As pessoas passam evitar lugares com as janelas fechadas para não suarem, porque suar passa a ser um estimulo aversivo, ou passam a carregar um garrafa de água o tempo todo.
 
4 º - Antecipação = A pessoa sofre muito mais na espera do que quando a coisa finalmente acontece. O medo do que está por acontecer é muito pior do que quando a coisa finalmente acontece.
 
5º - Ações = A pessoa entra em pânico simplesmente por realizar certas coisas como ver TV, discutir com alguém, etc. É por isso que o portador de síndrome do pânico limita ações e realizações de forma geral em sua vida.
 
6º - Dormir = Alguns tem pânico só por dormir, isso mesmo, ele tem sensações de queda, ou sente seu próprio coração bater, isso seria normal, mas ele se assusta e entra em pânico.

Diferença entre síndrome do pânico e fobia

Fobia é quando a pessoa se apavora diante de um estímulo específico, para alguns pode ser pombos, pra outro altura. A síndrome do pânico não se refere ao medo de algo que está fora, é o medo de sentimentos e sensações internas.

A Síndrome do pânico mudas as pessoas?

A vida de uma pessoa pode ser dividida entre antes e depois da síndrome pânico .Você já viu na TV uma cidade depois de um furacão, pois é, é assim que fica a pessoa que passou por um episódio de pânico, mesmo depois que a coisa já tenha passado ele ainda reage, e reage por muito tempo.
 
As reações típicas são:
 
1º Medo - A Pessoa fica muito mais temerosa de ter outros atraques. E fica com medo do que pode acontecer no próximo ataque.
 
2ª Auto observação – A pessoa desenvolve um foco interior. Para de observar o que se passa em volta dela e só observa o que se passa internamente. O problemas é que nossos corpos mudam o tempo todo, ora você sente frio, ora calor, ora bate o coração mais rápido. E o problema é que quem já teve um episódio de pânico tudo isso passa a significar perigo. O resultado desse foco é procurar nela mesma os sentimentos que menos gosta e, quem procura acha. Aí ela fica muito sensível a mínima quantidade desse sentimento, ou seja, se no primeiro episódio de pânico ela teve falta de ar, pro resto da vida fica se observando e tentando identificar se está lhe faltando ar, e se aparecer qualquer sensação que pareça falta de ar, ela vai acabar passando mal, sem perceber que foi ela mesma que intensificou essa sensação. Ou seja, o medo do pânico pode efetivamente criar novas crises de pânico.
 
3ª Evitação - Não se atreve a ir ao lugar que acha que vai lhe dar pânico, não vai mais ao cinema, na casa da sogra, ou não sai mais de casa. Aí as pessoas começam a fazer as coisas mais loucas pra conseguirem enfrentar o pânico, como por exemplo: Beber algo alcoólico antes de realizar algo difícil, ou só sai de casa com alguém ao lado, usam óculos escuro, só andam ao colado nas paredes com medo de perder o equilíbrio, ou só param perto de portas e saídas, etc. Ou seja, inventa talismãs, cria hábitos esquisitos que atrapalham mais ainda a vida. E querem ver como a coisa é estranha, soube de um homem que só saia de casa com seu tranqüilizante no bolso, aí ia tudo bem, mas nunca usava o comprimido, só por saber que ele estava ali ele se sentia bem, uma dia ele lembrou que deixou o remédio no bolso do outro casaco e pronto, outro episódio pânico surgiu. Tudo isso parece ajudar, beber água, abrir a janela, correr pra dentro de casa, mas não ajuda porque tumultua a vida da pessoa, diminui a qualidade de vida, e não possibilita que as pessoas aprendam a lidar com o pânico.

O que é um ataque de pânico?

É um mecanismo de defesa que se desregulou. Veja bem, nosso corpo é uma maquina maravilhosa, fomos desenhados pra nos proteger de perigos, se você tomar água pela via errada a água entrará pela traquéia você vai tossir automaticamente, não precisa pensar “ Vou expelir essa água”. Se você comer uma comida estragada vai vomitar, não é agradável, mas é uma forma do seu corpo se livrar de algo ruim. O nosso corpo é uma maquina de proteção que trabalha por nós.
 
O medo é um tipo de reação automática de proteção. Se você está numa rua escura e vê um pit bul, o seu corpo vai reagir automaticamente, a adrenalina é injetada na corrente sanguinea imediatamente, o coração dispara, você começa a suar, e sai correndo. Essa é uma reação de medo, e existe pra te salvar do perigo. Esses sentimentos não te incomodam porque você sabe exatamente porque você os está sentindo.
 
Essas mesmas reações de medo estão no centro de um ataque de pânico. As sensações de medo e pânico são exatamente as mesmas, o coração acelera, aumenta a respiração, você fica ofegante, fica supersensível, se o telefone tocar dá um pulo, treme, a boca fica seca, você tem dificuldade em falar, perde a concentração, nem sabe mais onde está e fazendo o que, dá vontade de ir no banheiro, durante o pânico vem um monte de pensamento intrusivo e horrível. Mas lembre-se de que nem todas as pessoas tem as mesmas reações, há um grupo de sintomas típicos como mencionado acima, mas alguns só passam por alguns sintomas.

Medo de que?

No ataque de pânico não há explicação objetiva pra pessoa sentir tudo isso, não tem um pit bul ameaçando. Como a gente diz em psicologia, não há um fator desencadeante. É por isso que as pessoas que passam por uma crise de pânico ficam totalmente confusas. Elas não encontram ma razão para de repente sentir esse mal estar. E é ai que começam a pensar que é um ataque do coração, que terá um tumor cerebral, que está tendo um colapso mental, que vai perder o controle de si mesma a qualquer momento. O que acontece é que em um ataque de pânico a reação normal de medo foi desencadeada por acidente. O medo que seria uma proteção ao corpo, quando disparado em hora errado provoca toda essa sensação horrível, e o pior... pode durar anos, já tratei pessoas que estavam com pânico há 10, 20 anos. Mas a boa noticia é que já existe um protocolo terapêutico muito eficiente. A Terapia Cognitiva comportamental estabeleceu técnicas excelentes para a superação dos sintomas.

Mitos sobre o pânico

As pessoas imaginam perigos diferentes durante um pânico. Um exemplo: Uma pessoa está no metrô. O vagão está lotando cada vez mais. Uma hora ela sente uma coisa metálica apontando nas suas costas. Pronto, nessa hora ele lembra que ouviu falar dos assaltos que estão tendo no metrô. Ela tem certeza de que vai ser assaltada. Fica apavorada. Até olhar pra trás e ver uma velhinha com seu guarda chuva distraidamente pegando nas suas costas. O pânico é exatamente isso. Assustador, terrível, apavorante quando a pessoa não sabe o que é. E o primeiro passo pra você vencer isso é conhecendo mais sobre essa síndrome.
 
Sim, Passar por episódios de pânico é aterrador, os sentimentos são fortíssimo e aparecem sem qualquer razão, e você acaba achando que tem que fazer qualquer coisa pra se livrar disso. E ai pode estar o perigo , porque muitas vezes é exatamente a forma que você acredita que vai te livrar do pânico que fortalecer o problema mais ainda.
 
Mitos sobre a síndrome do pânico
 
Mito n° 1 – " Isso nunca vai acabar". Durante a crise a sensação é que a coisa vai não vai terminar nunca, mas as crises sempre são passageiras. O problemas é que elas voltam. Mas cada episódio tem duração de tempo limitada. 
 
Mito n° 2 = “ É o meu coração” . Eu sei que a sensação, pra muitos é de que estão tendo um ataque cardíaco. Mas não é.
 
Mito n° 3 = “ Vou morrer ”. Não há um só caso na literatura cientifica de alguém que tenha morrido de pânico. O que acontece é que o pânico, como outro esforço qualquer pode desencadear um problema orgânico pré-existente, se a pessoa tem um histórico de insuficiência cardíaca, ou asma severa, um ataque de pânico vai desencadear esse problema.
 
Mito n° 4 = “ Vou desmaiar ”. Como algumas pessoas sentem a visão nublada, tontura, náusea, passam a ter certeza de que vão desmaiar. Mas isso dificilmente acontece, a única exceção são os casos de pessoas que são muito ansiosas com qualquer coisa relacionada a questões éicas, como hospital, injeção, sangue. A pressão sanguínea aumenta e pode haver um desmaio.
 
Mito nº 5 “ Vou ter um derrame”. Não vai , mesmo que pareça muito que vai.
 
Mito n° 6 = Vou ficar paralítico, ou cego”. Muitas pessoas tem a visão muito turva durante um ataque de pânico ou trava as pernas. Mas não significa dano permanente.
 
Mito n° 7 = “ Vou asfixiar”. Tive uma paciente que corria pro pronto socorro uma vez por semana achando que não estava respirando. O medico olhava pra ela e dizia "estou vendo você respirar". Na hora do sufoco a impressão é de que o ar não entra.
 
Mito n° 8 = “ Não consigo engolir ”.Na reação de medo o corpo produz pouca saliva, que seca a boca e dá a impressão de que não dá mais pra engolir, o que não é verdade.
 
Mito n° 9 = “ Vou ficar louco ”.Como a pessoa tem a sensação de que perdeu o controle da vida, do seu corpo, parece que vai enlouquecer, mas isso não é loucura. Garanto. Mas na hora as pessoas acham que seu descontrole pode fazer com que elas até machuquem alguém. Aparecem pensamentos horríveis. Tem gente que não consegue ficar dentro de casa, tem que sair pra rua, ir pra casa de alguém. Outros sentem que não vão ter controle sobre seu corpo, que não vai dar tempo de achar um banheiro, que vai vomitar na rua e passar o maior vexame.

O que causa a síndrome do pânico?

Mesmo que aparentemente não haja nenhuma ligação obvia do pânico com as coisas que estão acontecendo na vida da pessoa, sempre tem uma ligação com acontecimentos passados. Por isso é importante lembrar quando foi o primeiro episódio. E ainda assim percebemos que não tinha nada de muito diferente acontecendo naquele dia, naquela semana. Um pouco de estress, mas nada que fosse diferente do resto da sua vida, um pouco de preocupação, mas quem não tem? Aí o pânico vai se repetindo, outros episódios vão acontecendo. Mas se você olhar só para o que acontecia na sua vida nesses dias você não vai achar a causa, tem que olhar mais para trás, porque o pânico não aparece tão imediatamente após o evento traumático que o provocou, demora meses ou anos.
 
Estudos, e a minha prática na clinica, mostram que meses antes do primeiro episódio de pânico ela passou por algum estress muito forte, ou situação traumática. As situações mais comuns costumam ser: Morte ou doença de marido, esposa, parente, amigo, etc. Doença ou cirurgia no companheiro, Problemas no casamento , separação, companheiro muito violento, ou muito crítico, descoberta de uma amante na vida do outro, ou divorcio. Filhos , ter um bebê, perder um bebê, passar por um aborto, acidente com filhos, ou a pressão de cuidar dos filhos. Família , ter de cuidar de pais idosos, intromissão dos pais na sua vida. Mudanças na vida como sair de casa, começar um novo emprego, mudar de bairro, começar a faculdade. Ou você mesmo que ficou doente, ou sofreu um acidente. No trabalho pode ter sido o estress, as cobranças, prazos impossíveis de cumprir. Preocupações com dinheiro , fracasso nos negócios. Uso de drogas , já vi caso de pânico que começou devido ao uso de maconha. Outras situações que também podem ter dado inicio à síndrome do pânico pode ser: Afastar-se dos amigos, estar preso em um casamento infeliz, ou ter que viver com sogros, ser controlado por outra pessoa, marido, chefe, pais etc.
 
Se o pânico não aparece na hora em que qualquer uma desses agentes estressores aconteceram, porque aparecer depois?
 
Esses estresses vão diminuindo a resistência da pessoa pouco a pouco. Um pouco de stress todo mundo consegue suportar, na realidade a gente gostaria de suportar mais do que realmente suporta, aí fica fingindo pra si mesma de que está tudo bem, que agüenta, dá pra segurar, mas não está dando nada, e quando cai a ultima gota d’água, o copo transborda.
 
O que as pessoas estranham é que o primeiro episódio de pânico pode acontecer nas férias, aparentemente tudo bem, e lá vem aquele mal estar repentino que parece loucura, totalmente sem sentido. Mas foi justamente esse período de relaxamento o facilitados para aquele estresse acumulado mostrar que não estava de fato resolvido.

Gatilhos para os sintomas da síndrome do pânico

Uma característica é o gatilho, ou seja, a pessoa vai segurando até o gatilho explodir. Exemplo, caso de um rapaz que ajudou a família a vida toda, mas era magoado por essa família, até a herança dele conseguiram dar um jeito para que não recebesse. O gatilho para o pânico acabou sendo um fusível que queimou. Como ele sentia que não podia explodir com a família explodiu com o coitado do fusível.

Conseqüências da primeira crise de pânico

Depois do primeiro episódio a pessoa fica hipersensível a qualquer sensação que lembre o pânico. Fica eternamente vigiando se o coração está bem, se ele ai disparar, se está dando ânsia de vomito, se o estomago está se mexendo, se os olhos estão ficando turvos, e por aí vai, cada um tem seu sintoma, como disse não é todo mundo que tem todos, a maioria tem um só destes sintomas. Aí a pessoa quer escapar a todo custo dessas sensações que são muito ruins, é uma tortura passar por isso, e o que ela faz? começa a evitar tudo o que ela acha que pode começar uma crise de pânico, se ela acha que é andar de ônibus que a faz ter pânico, ela passa a nunca mais andar de ônibus, se ela acha que é ficar fora de casa que a faz passar mal, ela não sai mais de casa, se ela acha que é ficar sozinha, ela procura gente pra ficar com ela 24h por dia. Se ela acha que é o cinema que dá pânico ela deixa de ir ao cinema. E ai a pessoa muda todo o estilo de vida dela. E o pior ela não gosta dessa pessoa na qual ela se transformou. Ela odeia essa pessoa que vê no espelho. A pessoa que passa por essa crise sempre diz: “não dá pra entender porque isso acontece comigo”.
 
Os sintomas surgem abruptamente: ritmo cardíaco acelerado, suor frio, tremores, falta de ar, aperto na garganta, sensação de sufocamento, dor no peito, náusea, tontura, dor de barriga, medo de perder o controle ou enlouquecer, medo de morrer, formigamentos, calafrios ou onda de calor, sensação de que vai desmaiar, desrealização e despersonalização, que é a sensação de estar ali, mas ao mesmo tempo não estar

Entendendo como o pânico começou

Quando a pessoa tem a primeira crise de pânico, esse mal estar repentino que vem do nada, ela não associa com coisas que aconteceram há meses atrás, ela acha que esses sintomas são sinais de que ela vai morrer, de que vai perder o controle, que vai ter um ataque do coração, ou simplesmente que vai passar um vexame muito grande passando mal na rua, aparentemente à toa.
 
Você deve estar pensando, então a solução é tratar essa causa subjacentes original. Mas algumas pessoas já superaram essa causa subjacente, essa causa inicial, mas ainda assim os sintomas aparecem. Nesse caso a gente só trabalha os sintomas atuais, porque não é porque superou a causa inicial que o pânico desaparece, ele pode continuar, o que deixa a pessoa mais confusa ainda, mais sem entender o porque dessas crises que se repetem eternamente. E aí entra o medo do medo, o medo de continuar a ter crises.
Só que não dá pra descobrir essas causas sozinho, sem ajuda de um terapeuta, porque como a causa não está ligada temporalmente ao ataque de pânico fica difícil entender a associação, ou então muitas vezes a causa não parece importante o suficiente, por exemplo a pessoa diz, só porque eu me separei não tem lógica me dar pânico meses depois, muita gente se separa e não tem nada disso. Sim, mas você não é essa gente, pode ser que no seu caso tenha isso mesmo que iniciou o processo. Ou essas causas podem ser muito dolorosas pra você pensar nelas sozinha, e aí você simplesmente bloqueia, tira da memória. Ou então a pessoa não aceita que fatos da vida podem ter conseqüências tão graves como esses sintomas que ela tem, e considera que só pode ser uma doença física, por mais que seu médico lhe diga que fisicamente está bem ela ainda está achando que tem um problema orgânico.
 
As pessoas empurram as coisas desagradáveis pro fundo das suas mentes
 
É um mecanismo de defesa. O problema é que colocar as coisas debaixo do tapete não faz essas coisas irem embora, mas elas ficam ali, e explodem quando você menos espera. Ou como eu sempre digo, de tanto empurrar a sujeira pra debaixo do tapete, chega uma hora que você tropeça nesse calombo que se formou no piso.

Como acabar com o a síndrome do pânico

A primeira coisa pra se conseguir isso é entender o que é o pânico:
 
- Um ataque de pânico é uma reação de medo, que seria normal, se não aparece em situações onde não há perigo real.
 
– Quem está passando por aquele mal estar todo pensa que está tendo um problema orgânico muito sério, quando a verdade é que está passando por questões emocionais muito fortes.
 
– As pessoas que tem crises de pânico não conseguem fazem a relação entre essas crises e os problemas que já teve em outros períodos.
 
– Não entendendo a causa real, as pessoas passam a ter muito medo de passar por novas crises.
 
– Esse medo transforma a vida da pessoa, ela fica supersensível a qualquer coisa que pareça começar a crise e fica tentando descobrir formas de neutralizar esses sintomas, como deixar de fazer coisas, de sair de casa, tomar água só para se acalmar, ou ingerir álcool para conseguir enfrentar, essas tentativas só pioram o problema.

Tem tratamento para síndrome do pânico?

Sim. Tem tratamento e não costuma ser muito demorado. A Terapia Cognitiva Comportamental desenvolveu todo um conjunto de técnicas que apresentam resultados maravilhosos na superação destes sintomas.
 
Uma terapia completa irá tanto eliminar os sintomas como entender o que iniciou todo esse quadro para que não haja o risco de substituição de sintomas, ou seja, você elimina a síndrome de pânico mas não substitui por outros quadros ansiosos.
 
Por Marisa de Abreu - Psicóloga
 
 

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